Copa do Brazil (III)

Ainda tem pessoas fazendo festa pela “seleção brasileira” na Copa. Ainda tem jornalistas dizendo que os jogos da Copa são “os mais emocionantes da história das Copas”. Ainda tem ruas pintadas em festa pelo Brasil. Ainda

 
Há pessoas despejadas. Há pessoas fazendo festa. Há pessoas agredidas em manifestação. Há uma cobertura que prioriza a festa em detrimento da realidade brasileira. Há

 
Copa do mundo. Copa da farsa. Copa da manipulação da mídia. Copa de prisões ilegais. Copa de violência contra manifestantes. Copa vendida pela FIFA e comprada a peso de ouro pelo Brasil. Copa!


(O principal legado que essa Copa deixará não será nos aeroportos, nem nos estádios faraônicos, nem nas (poucas) obras de infra-estrutura. O principal legado da Copa se fará na história, não a que a mídia vende como a história oficial, mas a que será e está sendo escrita nas manifestações, na repressão, na violência e na mídia alternativa. 
Uma gota não enche um vaso. No entanto, o contínuo gotejar encherá e transbordará o vaso. Da mesma forma, as manifestações, os posts de facebook, os posts em blogs, os vídeos em youtube, podem parecer irrisórios, mas constituirão no futuro fundamental acervo de referência da realidade que foi a Copa de 2014).

Ainda há Copa!

Futuro ou Ilusão? Psicanálise, religião e mística – Freud e Bion

Segue em anexo cópia de minha monografia de conclusão do curso de Especialização em Teoria Psicanalítica, “FUTURO OU ILUSÃO? PSICANÁLISE, RELIGIÃO E MÍSTICA”.

Futuro ou ilusão – MONOGRAFIA FINAL PDF

Abaixo, o resumo da monografia.

“Este trabalho analisa o conceito de religião na obra de Sigmund Freud e o conceito de mística na obra de Wilfred Bion. O trabalho é feito por meio de pesquisa bibliográfica da obra freudiana e bioniana, bem como de comentadores destes dois teóricos. Busca-se analisar os conceitos de religião e mística na história, ressaltando a religião e mística cristãs, traçando um paralelo entre a teorização psicanalítica de Freud a respeito de religião e a teorização psicanalítica que Bion vai fazer a respeito da mística, acreditando que entre estes teóricos existem fortes pontos de contato no que se refere à visão de ambos dos conceitos de religião e mística. Observa-se que tais contribuições podem nos ajudar a quebrar paradigmas a respeito de como a psicanálise entende a religião e a mística. Entendemos que tanto a religião quanto a mística podem auxiliar o conhecimento psicanalítico em seu desenvolvimento enquanto ciência”.