Copa do Brazil (III)

Ainda tem pessoas fazendo festa pela “seleção brasileira” na Copa. Ainda tem jornalistas dizendo que os jogos da Copa são “os mais emocionantes da história das Copas”. Ainda tem ruas pintadas em festa pelo Brasil. Ainda
Há pessoas despejadas. Há pessoas fazendo festa. Há pessoas agredidas em manifestação. Há uma cobertura que prioriza a festa em detrimento da realidade brasileira. Há
Copa do mundo. Copa da farsa. Copa da manipulação da mídia. Copa de prisões ilegais. Copa de violência contra manifestantes. Copa vendida pela FIFA e comprada a peso de ouro pelo Brasil. Copa!


(O principal legado que essa Copa deixará não será nos aeroportos, nem nos estádios faraônicos, nem nas (poucas) obras de infra-estrutura. O principal legado da Copa se fará na história, não a que a mídia vende como a história oficial, mas a que será e está sendo escrita nas manifestações, na repressão, na violência e na mídia alternativa. 
Uma gota não enche um vaso. No entanto, o contínuo gotejar encherá e transbordará o vaso. Da mesma forma, as manifestações, os posts de facebook, os posts em blogs, os vídeos em youtube, podem parecer irrisórios, mas constituirão no futuro fundamental acervo de referência da realidade que foi a Copa de 2014).

Ainda há Copa!

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Guerra ao terror (EUA)

A notícia de que os EUA espionaram e espionam o Brasil revolta, mas nem por isso surpreende. Porque esse país sempre atuou desta forma, na surdina, através da CIA, depondo presidentes eleitos democraticamente e apoiando em seus lugares ditaduras sangrentas. Os EUA se advogam a si, nos filmes, como defensores da humanidade e de ideais elevados como a justiça, mas sua justiça só funciona para os outros; para si mesmos, ela passa muito longe. Infelizmente a ONU e os países do bloco europeu não se atrevem a impor limites aos desvarios dos ianques, permitindo-os prosseguirem em sua cruzada imperialista de dominação do mundo.

Vegetarianismo

Meu posicionamento a respeito de não comer carne é um posicionamento antes de tudo ético: compreendo que o consumo da carne não é essencial à saúde desde que a restrição ao seu consumo seja feito com substituições no consumo de proteínas. No entanto, uma vida, ainda que de um animal, é insubstituível. E se prezamos tanto a vida de gatos ou de cães, porque não prezarmos também pela vida de porcos, vacas, galinhas, ou seja de todas as espécies?

Obrigado!

Dia dos pais. Um só dia? Não seriam todos os dias “dia dos pais”? Obviamente, este tal “dia dos pais” é apenas mais uma invenção capitalista para aquecer o comércio e movimentar a economia (leia aqui).

Contudo, para além de suas raízes escusas, o dia de hoje serviu para mim, pessoalmente, como um momento de reflexão. Reflexão em meu papel e em minha responsabilidade como pai de dois meninos, Bernardo e Arthur. E reflexão maior, provavelmente pela distância vivida e sentida, em meu pai querido que está longe de mim geograficamente, porém sempre presente em meu coração. Meu pai, Antonio Bernardo de Santana.

Filho mais velho, veio do Maranhão para Brasília nos anos 70 praticamente só, abrindo espaço para que seus pais e irmãos viessem em seguida. Aqui conseguiu emprego, esposa, duas filhas e um filho. Trabalhou como garçom por muitos anos, construiu sua própria casa, aventurou-se no comércio em Brasília e posteriormente na Bahia, quando mudou-se para Barreiras, local onde adotou a religião evangélica e onde atualmente mora com minha mãe. Estabeleceu-se como comerciante, aposentou-se recentemente, porém continua ativo no comércio local.

Trabalhador, amigo, companheiro, sábio: poderia escrever muitos outros adjetivos para caracterizar meu pai. Não o farei. Gostaria apenas de dizer: obrigado pai. Obrigado pelo apoio, amizade e presença constante em minha vida e em meu coração.

Goebbels

Só o que se faz é o que é reconhecido. Intenção não conta. Vontade não conta. Caráter não conta. Sem comunicação, sem propaganda, tudo o que se pode fazer ou que se quer fazer é irrelevante, inócuo, insignificante. “Propaganda é a alma do negócio” como já dizia o ditado popular; e na vida, pública ou privada, fazer com que as pessoas acreditem em algo a seu respeito é fundamental para  a popularidade almejada. Só é querido quem se vende como alguém querido, e é odiado quem se vende como odiado. Ação e reação são leis da física mas são também leis dos relacionamentos humanos. Acreditando ou não em algo a meu respeito, agindo ou não de forma congruente a esse pensamento, passo para as pessoas uma verdade interior minha, sempre através da ação ou da falta desta.