Organismo social

Estradas, carros, prédios. As cidades são a desnaturalização do meio ambiente, a deturpação da natureza. São, todavia, o meio ambiente humano, construído pelo homem e vital ao homem, pois o que seria da civilização sem as cidades, reflexo de seu progresso, de sua tecnologia, de seu poder, de sua superioridade? Verdadeiramente, as cidades mostram ao próprio homem que ele não é como os demais animais: as cidades destacam a magnitude do homem perante os outros seres e até mesmo, como no caso das grandes metrópoles, o desnivelamento entre seres humanos.

Brasília, a capital do Brasil, tem como uma de suas principais características a urbanização. Porém, praticamente para todo lugar que se olha vêem-se árvores em Brasília, que acabam por testificar ao homem que diante de sua aparente magnitude e poderio, este continua um ser dependente, ligado à vida, a terra, à finitude e consequentemente, à morte.

O próprio céu, com o sol, a lua e as estrelas dá-nos de alguma forma uma idéia de vida através de sua contínua mudança de estado, de cores, de brilho, de movimento. As árvores e as plantas mais ainda, pois têm um ciclo semelhante ao nosso, de nascimento, desenvolvimento e morte, dando-nos assim um alento, um sinal; comunicando-nos que não estamos sós e de que há vida ao nosso redor, ainda que estejamos imersos no asfalto, no aço e no concreto.

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