Singela ciência singela

A beleza da folha da árvore
Balançada pelo vento…

A leveza do pássaro
Batendo suas asas…

A ternura da criança
Que brinca com seu cão…

Que ciência há nisso?
Que verdade, qual profundidade?
O que há ali para ser descoberto,
Ou entendido?
O que se entende
Do que se vê?

A verdade
Da folha da árvore
Do pássaro
Da criança
É que ali não há a nossa verdade,
Nossa ciência e
Nossa profundidade.

A ciência que há
A verdade e
A razão
Não são
Aquelas que eu mesmo dou.

Pois se posso explicar o mesmo comportamento, fenômeno, objeto
Enfim
A mesma coisa
Através de
Complexos edípicos, recalque, gestalts, sistemas, reforço operante, estímulo discriminativo, conseqüência, resposta, inconsciente, contingência, transferência, comportamento operante, respondente, neurose, psicose, eventos privados
Já não explico
A coisa (ou comportamento, ou fenômeno, ou objeto…)
Explico apenas
Minha própria racionalização (ou talvez nem mesmo ela…).

A verdade, a razão e a ciência
Da folha da árvore
Do pássaro
E da criança
São sua
Beleza
Leveza
E ternura.

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